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Autora do Artigo: Dra. Tatiana de P. M. Gamella

Resenha do Livro: "Qual é a Tua Obra", do escritor Mario Sergio Cortella

Na obra de Mario Sérgio Cortella (2008): Qual é a tua obra?, o mesmo afirma que as pessoas devem procurar um sentido, um significado maior na vida, pois ao enxergar esse significado nos aproximamos da espiritualidade no mundo do trabalho. Em minha opinião isso é muito válido e faz enorme sentido já que quando nos conectamos com o mundo espiritual enxergamos a vida e as pessoas sob um outro ângulo, um outro aspecto mais humano e somos capazes de olharmos verdadeiramente o outro e de nos colocarmos no lugar do outro, e isso se torna essencial nas organizações para um bom ambiente de trabalho uma vez que, temos a capacidade de respeitar o outro e podemos lhe dar um sentido e uma direção quando este se encontra perdido e desamparado em seu ambiente de trabalho, concluo assim sobre essa questão que o verdadeiro líder é aquele espiritualizado, pois ao respeitar o outro, se colocar no lugar do outro, o líder é capaz de encorajar, inspirar e elevar a sua obra, sendo esse aspecto essencial para o bom desempenho no trabalho e para um ambiente agradável dentro da empresa.

Segundo o autor a idéia de trabalho por muitas vezes está associada a castigo, provação ou fardo, no entanto essa idéia precisa e deve ser substituída pelo conceito de realizar uma obra. Sob o meu ponto de vista, pela interpretação que fiz do texto isso é correto, pois, o trabalho é a realização de uma obra, é aquilo que você constrói, é a forma de colaborarmos com nossa inteligência, nossa criatividade e nosso esforço para o desenvolvimento e crescimento da sociedade, posso arriscar-me a afirmar ainda numa interpretação mais profunda dessa questão que, o trabalho é a forma que o indivíduo se expressa no mundo, pois o indivíduo geralmente vê um sentido naquilo que faz e o resultado desse trabalho é a concretização da sua obra, quando o resultado é positivo tem-se a plena realização e satisfação pessoal , já que se tem a convicção que o seu trabalho gerou resultados e os frutos desse trabalho é a expressão maior do indivíduo para com a sociedade (Cortella, 2008).

No terceiro capítulo da obra de Cortella (2008), o autor enfatiza a questão da humildade, pois existem aqueles que se consideram superiores como seres humanos apenas porque têm um emprego socialmente mais valorizado, e afirma que geralmente as pessoas arrogantes indagam constantemente: Sabe com quem está falando? , e a partir dessa idéia o autor situa-nos no universo, dando-nos a exata idéia de que somos uma pequena partícula em relação ao universo e que não devemos nos considerar superiores, já que estamos numa mesma situação em relação aos outros indivíduos da nossa espécie e em relação ao universo como já dito anteriormente. No meu ponto de vista acredito que o autor foi muito realista ao explicar porque devemos ser humilde usando a ciência como explicação, já que não existe nada mais lógico do que a ciência e que devemos refletir e nos situar no universo quando o sentimento de superioridade nos abater e termos consciência de que todos somos iguais e estamos na mesma situação em relação a vida, ao Universo e a Deus.

O autor afirma em seu quarto capítulo que reconhecer o desconhecimento sobre certas coisas é um sinal positivo, sinal de inteligência e um passo decisivo para a mudança, pois quando o indivíduo reconhece que não sabe ele está sendo humilde e disposto a aprender,  reinventar,  arriscar  e a fazer  as coisas de outro modo . Na minha opinião reconhecer que não sabe é muito positivo, pois o indivíduo questiona-se sobre o modo como fazer as coisas, se está fazendo do jeito certo , se pode melhorar e isso é extremamente relevante já que a partir desses questionamentos ele pode reconhecer seus erros e aprender com esses erros para fazer de um modo diferente e estar sempre se aperfeiçoando para fazer da melhor forma possível . O autor ressalta ainda que, não se deve temer o erro e nem puni-lo, e concordo plenamente com isso, pois o erro faz parte da vida e somente com os erros aprendemos e somos capazes de mudar, e para sermos capazes de mudar temos que ser humildes e reconhecer nossos erros, já as pessoas arrogantes que acham que já sabem de tudo não tem a possibilidade de mudar já que acham que estão fazendo tudo certo e assim ficam estagnadas no mesmo lugar e sem chances de aprender e crescer e esse é um fator negativo para o indivíduo e para as pessoas a sua volta principalmente no âmbito de uma empresa, pois as pessoas não podem ter uma boa integração umas com as outras se tiverem indivíduos que ajam dessa maneira, e isso acaba prejudicando direta ou indiretamente o trabalho, conforme Cortella (2008).

Conforme o mesmo autor é necessário, dar atenção especial a educação continuada no âmbito empresarial, uma vez que essa educação pressupõe a capacidade de dar vitalidade à ação, às competências, às habilidades, ao perfil das pessoas. E isso, entre outras coisas, traz uma multiplicidade de elementos, desde treinamentos até cursos de formação e especialização. Analisando essa questão posso concluir que a liderança de uma empresa deve estar voltada para dar uma continuidade nessa questão de educação contínua, formando profissionais multiespecialistas, pois essa é a exigência do mundo corporativo atualmente.

Cortella (2008) afirma que, o reconhecimento é fator decisivo para a permanência de um profissional na empresa, uma vez que somente o salário não motiva o indivíduo a permanecer na mesma empresa durante um longo período, pois é necessário que o indivíduo sinta o bem-estar de ver seu trabalho valorizado, assim ele  enxerga uma finalidade positiva no que faz e se sente valorizado como pessoa, pode-se afirmar que a empresa quando valoriza o profissional passa a investir nele e isso é uma forma de reconhecimento, portanto as empresas deveriam atentar-se muito a essa questão, já que com o reconhecimento aumenta-se o nível de gratidão do indivíduo e isso faz com que ele tenha uma fidelidade maior para com a empresa e esforce-se ao máximo para desempenhar bem o seu papel.

Segundo Cortella (2008), todos querem aumentar a empregabilidade, mas nem todos estão dispostos a passar pelas atribulações necessárias, ou seja, as pessoas desejam e consideram que estão preparadas para exercer determinada atividade de imediato, no entanto não é assim que acontece, já que é necessário saber colocar prioridade, pois muitas vezes a pessoa precisa “sacrificar” algo em sua vida pessoal, por exemplo, para se preparar para a vida profissional e isso não é nada fácil, é necessário ter a consciência dessas dificuldades e ter força e coragem para enfrentá-las para se tornar o profissional que tanto se almeja.

De acordo com Cortella (2008), é preciso enfrentar o medo das mudanças para lograr êxito nos seus objetivos, dessa forma deve-se enfrentar o medo, ou seja ter coragem para aproveitar as oportunidades que surgirem, ter audácia. Analisando essa questão posso concluir que  para ir da oportunidade ao êxito é preciso enfrentar os medos de mudança para não perder a oportunidade e ter a capacidade de ser pro ativa.

Observa-se segundo Cortella (2008) que um fator muito importante nas empresas é que é necessária a ação sempre e não o comportamento da chamada  cautela imobilizadora. Neste ponto concordo com Cortella, pois a cautela excessiva impede que as coisas aconteçam, porém um pouco de cautela algumas vezes torna-se necessária em qualquer empresa.

Também concordo com o autor quando este comenta que somos uma pessoa inteira e assim sendo, “nós levamos o trabalho para casa sim”. O importante segundo o autor é saber administrar o tempo e ter uma distinção entre o que é urgente e o que é importante.

O mesmo autor também salienta um aspecto relevante quando diz que liderança não é um dom e sim uma virtude, ou seja, pode estar em qualquer pessoa e precisa ser realizada e atualizada. Também ressalta que a liderança é uma força intrínseca. A diferença, segundo Cortella (2008) entre o líder e o liderado é a circunstância, ou seja, nenhum de nós é líder em todas as circunstâncias ou em nenhuma, Cortella cita o filósofo Maquiavel quando refere-se à liderança como capacidade, ocasião, virtude e sorte.

E por fim, considero ser verídico quando Cortella (2008), especifica que a postura de liderança antes de nada mais é uma escolha. Também averigua-se que o líder pode obter satisfação procurando satisfazer a obra e os outros, ou seja, “o outro me renova, nós nos renovamos”, e “ o líder é capaz de inspirar as pessoas inclusive no momento em que a crítica é necessária”.

Referência Bibliográfica


CORTELLA, Mario Sergio. Qual é a Tua Obra? Inquietações Propositivas Sobre Gestão, Liderança e Ética. Rio de Janeiro: Vozes, 2008.


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