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Autora do Artigo: Dra. Tatiana de P. M. Gamella

A experiência da perda e o processo de luto para as crianças


Segundo Torres (1999), as crianças igualmente aos adultos diferem suas reações à morte mais do que em qualquer outro fenômeno. A experiência de perda e de morte para as crianças faz com que elas adquiram certos padrões de comportamento que são acompanhados por uma série de etapas e sentimentos.

As três etapas principais no processo natural do luto infantil conforme Torres (1999) são:

  •  Protesto: é quando a criança não acredita que a pessoa esteja morta, assim lutando para recuperá-la;
  • Desespero e desorganização da personalidade: é quando a criança começa a aceitar o fato de que a pessoa amada morreu;
  • E por fim, a criança torna-se retraída e apática.

Afirma Torres (1999) que existem dois tipos de lutos, o sadio e o patológico, a diferença entre esses dois tipos de lutos não está no sintoma, mas sim na intensidade. O que caracteriza o luto patológico é a negação prolongada da realidade, apatia crescente e etc…

As mortes mais difíceis de serem aceitas e elaboradas pelas crianças, segundo Torres (1999) são morte de irmãos, porém as reações das crianças podem não serem detectadas imediatamente, pois elas continuam sentindo-se seguras com a presença dos pais; e sem dúvida a morte mais difícil de ser aceita é a dos pais, sendo assim, a maior crise na vida de uma criança é provocada pela morte dos pais, pois para a criança o mundo nunca mais será o mesmo, e nunca mais será seguro para ela.

As quatro etapas principais no processo do luto infantil pela morte dos pais conforme Torres (1999) são:

  •    Permanecer na fantasia ligada ao progenitor morto;
  •    Investir a libido em atividades;
  •    Temer amar outras pessoas;
  •    E finalmente aceitar a perda e encontrar outras pessoas para amar.

Para ajudar as crianças no processo de luto Torres (1999) propõe algumas medidas importantes:

“Promover a comunicação aberta e segura dentro da família, informando a criança sobre o que aconteceu; garantir que terão o tempo necessário para elaborar o luto, e que terão ouvinte compreensivo toda vez que expressarem saudade, tristeza, culpa e raiva; e, finalmente, no caso da morte de um dos pais, assegurar-lhes que continuarão tendo proteção” (TORRES, 1999, p 123).

É de extrema importância que as crianças passem pelo processo de luto de uma maneira sadia, pois diz Torres (1999), que as crianças que são privadas da oportunidade de um luto sadio têm tendências a  comportamentos que influenciarão  seu desenvolvimento subseqüente por toda a vida.

Segundo Torres (1999), foram realizados alguns estudos que revelaram que crianças que sofreram perda, têm mais probabilidades de terem: depressão, distúrbios psiconeuróticos, e ideação suicida.

Embora a morte deixe profundas cicatrizes nas crianças, e elas fiquem mais vulneráveis e mais propensas a distúrbios afetivos, elas poderão passar por esse doloroso período de sua vida com a ajuda de seus familiares e de outros adultos, sendo assim sentindo-se compreendida e assistida.

 
Referência Bibliográfica

TORRES, Wilma da Costa. A Criança Diante da Morte. São Paulo, Casa do Psicólogo, 1999.


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