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Autora do Artigo: Dra. Tatiana de P. M. Gamella
 

C
ompreendendo a Depressão


Moreno e Moreno (1995) caracterizam a depressão pela:      

“Lentificação dos processos psíquicos, pelo humor depressivo e ou irritável (associado à ansiedade e a angustia), redução de energia (desânimo, cansaço fácil), incapacidade parcial ou total de sentir alegria e ou prazer (anedonia), desinteresse, lentificação, apatia ou agitação psicomotora, dificuldade de concentração e pensamentos de cunho negativo, com perda da capacidade de planejar o futuro  e alteração do juízo de realidade” (MORENO E MORENO, 1995, p. 139). 

Lafer (1996), diz que o conceito de depressão “engloba uma variedade de distúrbios psicopatológicos que diferem consideravelmente quanto à sintomatologia, gravidade, curso e prognósticos” (LAFER, 1996, p. 114).

Acrescenta ainda que não se saber ao certo se esse conceito representa “várias doenças, com um certo grau de superposição entre elas ou, na verdade, um processo fisiopatológico único” (LAFER, 1996, p. 114).

Os pacientes depressivos normalmente parecem cansados e preocupados conforme Moreno e Moreno (1995), tendendo a manter os olhos abertos e fixos, tristes e melancólicos. O corpo se curva e não existe preocupação com a aparência.

O humor dos depressivos segundo Moreno e Moreno (1995), apresenta-se triste ou irritável, caracterizado por sentimentos de angústia, ansiedade, medo, desânimo, insegurança, apatia e desinteresse. Dependendo do grau da depressão pode haver uma oscilação do humor, com o paciente podendo ter horas de retorno a normalidade.

Conforme Moreno e Moreno (1995), os pensamentos são predominantemente “depressivos, hipocondríacos, de culpa e auto-recriminação, pecado, ruína, insuficiência, menosvalia, inferioridade, inutilidade, falta de sentido ou morte”.

Para Lafer (1996), os pensamentos são “restritos a poucos temas”, e geralmente com preocupações pessoais e repletos de “culpa” e “autocrítica”. A conseqüência desse comportamento é a alteração da capacidade crítica da situação. Fazendo o depressivo sofrer e não desejar realizar planos futuros. Em alguns casos podem levar até ao suicídio em virtude dos problemas reais tornarem-se insuportáveis.

Moreno e Moreno (1995) confirmaram que uma das principais conseqüências no estado depressivo é a “diminuição da energia, a fadigalidade”. Esse estado leva o indivíduo a permanecer a maior parte do tempo isolado e deitado. Pode ocorrer o inverso também, havendo agitação ou inquietação psicomotora, mas sem atividade produtiva.

Ainda relatam (Moreno e Moreno, 1995) que fisicamente os depressivos tem cansaço, cefaléias, lombalgias, dores nos membros, falta de ar. Também ocorre a diminuição da libido, aumento ou redução de peso, diminuição ou aumento do apetite. A insônia é freqüente entre os depressivos. 

Genética 

Os estudos realizados até o momento sugerem que há uma predisposição genética para a ocorrência dos transtornos de humor, conforme afirma Moreno e Moreno (1995) e Lafer (1996).
Moreno e Moreno (1995), ainda informam que estudos realizados com gêmeos confirmaram a influência genética na manifestação dos distúrbios de humor. Interessante mencionar que mesmo nos casos de gêmeos monozigóticos criados separadamente houve concordância em 67% dos casos observados.

Lafer (1996), afirma que se ambos os pais apresentarem um transtorno bipolar, há cerca de 50 a 75% de chances de o filho desenvolver transtorno de humor.

Fatores Psicossociais 

Lafer (1996) afirma não haver nenhuma dúvida que fatores “ambientais” são fatores etiopatogenicos importantes dos transtornos de humor.

Sua afirmação se baseia em análises de gêmeos que tem a manifestação do transtorno de humor em idades diferentes e com conseqüências idênticas, o que, não tem ocorrido na prática.

O autor ainda ressalta que apesar ser incerto o papel de eventos estressantes na etiologia dos transtornos de humor é fato que na maior parte dos casos em que ocorre o transtorno eles são precedidos por acontecimentos vitais como, por exemplo, perda de um dos pais na infância, perda de cônjuge, ausência de relação íntima e de confiança com o cônjuge ou qualquer pessoa próxima e desemprego.

Referências Bibliográficas

LAFER, B. Transtornos do Humor. Manual de Psiquiatria. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1996.

MORENO, D.H. & MORENO, R.A. Estabilizadores do Humor. Condutas em Psiquiatria. São Paulo: Lemos, 1995.


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