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Autora do Artigo: Dra. Débora de P. M. Gamella

O Medo do Invisível


O medo é um fenômeno freqüente, cotidiano, da natureza do ser humano. No homem existem os medos de situações registradas como perigosas, sendo estas, resultado dos aprendizados. Estimular o medo, em nossa cultura,que é tipicamente autoritária e repressiva, tem sido um princípio pedagógico fundamental. Dessa forma o medo deixa de ser um fator de autopreservação ( ou seja, uma reação que torna o homem e o animal capazes de enfrentar uma situação ameaçadora) e passa a ser um fator de contribuição para o controle do comportamento social : amedrontado o ser humano tende a ser mais cordato e acata as regras com mais facilidade.

O certo é que o condicionamento cultural baseado no medo, nos obriga a viver numa camisa de força, acovardados, com o temor de expressar nossos sentimentos e transmitir nossas idéias, além do que a, impotência sobre determinados acontecimentos nos coloca frente à frente com nossos medos e fragilidades.

O medo, como quase tudo na vida possui pelo menos dois aspectos, um que pode ser positivo e outro não. Como por exemplo, quando alguma coisa, alguém ou situação verdadeiramente é ameaça à vida, o medo sentido

nos impulsionará ou para o combate ou para a fuga, o quê poderá vir a nos ajudar na preservação de nossa saúde e conseqüentemente de nossa vida. Porém, quando o medo é do invisível, do imaginário, do desconhecido o que passa a ser ameaçado não é a vida, mas a qualidade da mesma. Se você tiver a oportunidade de parar para refletir um pouco, poderá relembrar quantas vezes

esse medo: do invisível, do imaginário, do desconhecido o impossibilitou de aproveitar momentos únicos em sua vida. Quantas vezes não deixou  de expor uma idéia e, quando o colega ao lado o fez, você percebeu depois que perdeu uma oportunidade de engajamento dentro do ambiente onde isto ocorreu. E outras tantas vezes que deixou de dizer a alguém especial que o amava, deixou de expressar carinho e ternura por medos invisíveis. Nestas situações com certeza a qualidade  de vida acabou sendo prejudicada. às vezes a única coisa que  se deve temer é o próprio medo. Permita-se a um momento de reflexão e observe se na sua vida não deixou passar muitas oportunidades por medo. Na grande maioria das vezes todo o temor é devido ao julgamento que fazemos de nós mesmos e acabamos por julgar o quê não realizamos. Porém, o que  nos destaca e o que conta na vida é: aquilo que pensamos, aquilo que realizamos, os sonhos que sonhamos, os amores que tivemos, as paixões que vivemos.Os sonhos não sonhados, os amores não sentidos, as paixões não experimentadas ficam para uma outra oportunidade, isto é, se um dia a tivermos novamente.

Portanto, pense, reflita e sinta se você não está deixando a vida passar, por puro medo de se expor à VIDA.


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