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Autora do Artigo: Dra. Tatiana de P. M. Gamella

Hiperatividade em Crianças

Segundo Camargo (1997), a criança hiperativa representa um enorme desafio para pais e professores. As pesquisas sugerem que a hiperatividade pode ser o problema mais persistente e comum na infância.           

Afirma Camargo (1997), é persistente ou crônico, porque há cura e muitos problemas apresentados pela criança hiperativa devem ser administrados dia-a-dia durante a infância e a adolescência. É possível que os problemas resultantes da hiperatividade estejam entre as razões mais freqüentes que justificam o encaminhamento de crianças com problemas de comportamento a médicos, psicólogos, educadores e outros especialistas da saúde mental. 

Desatenção, agitação, excesso de atividade, emotividade,
impulsividade e baixo limiar de frustração (dificuldade para adiar recompensas)afetam a integração da criança com todo o seu mundo: em casa, na escola e na comunidade em geral.               

O relacionamento com os pais, professores e irmãos é, muitas vezes, prejudicado pelo estresse provocado pelo comportamento inconstante e imprevisível. O desenvolvimento da personalidade e o progresso na escola também são afetados de forma negativa (Camargo, 1997).

A mesma autora afirma que é importante entender que a criança hiperativa apresenta as dificuldades mais comuns da infância, porém de forma mais exagerada.   Para a maioria das crianças afetadas, a desatenção, a atividade excessiva ou o comportamento emocional irrefletido e impulsivo são característicos do temperamento.    Este termo descreve um conjunto de qualidades inatas que vieram ao mundo com eles. Muitos pesquisadores acreditam que essas qualidades, que podem não ser hereditárias, sejam conseqüência de algum desequilíbrio da química do cérebro. Algumas crianças, entretanto, podem apresentar sintomas de hiperatividade como resultado de ansiedade, frustração, depressão ou de uma criação imprópria. 

É também importante para os pais entenderem que a hiperatividade pode ser mais bem descrita como uma forma exacerbada daquilo que pode ser também excessivamente ativa ou insuficientemente atenta.

A hiperatividade pode ser considerada um distúrbio de interação. O número de dificuldades pelas quais passará uma criança agitada é determinado, em parte pela situação.

É importante lembrar que a hiperatividade não se limita apenas a crianças em idade escolar. Embora os profissionais não rotulem uma criança antes de ter no mínimo cinco anos, muitas crianças mais jovens têm sintomas similares que podem ser indicadores precoces do problema.

Segundo Camargo (1997), se observarmos 100 crianças hiperativas em um grupo, elas compartilham deficiências similares-dificuldade de prestar atenção, de controlar o corpo e as emoções e de pensar antes de agir. Entretanto, como já explicamos, os problemas não se originam das poucas habilidades, mas resultam da incapacidade da criança de satisfazer as demandas impostas pelo mundo exterior. 

A autora ainda afirma que, antigamente o sistema educacional utilizava de métodos bater ruidosamente com uma régua, quando as crianças apresentavam dificuldades de temperamento. Se a régua quebrasse, as autoridades sugeriam que a criança não retornasse a escola. Assim, as dificuldades escolares eram resolvidas e a criança era entregue no mundo. Na nossa sociedade e cultura, seja bom ou ruim, certo ou errado, nós valorizamos muitas as crianças que permaneçam calmamente sentadas, prestam atenção, planejam e conseguem alcançar seus objetivos. Essas exigências recaem mesmo sobre crianças muito pequenas. A criança hiperativa, incapaz de satisfazer essas exigências, é uma candidata imediata a uma infinidade de problemas.

Para Camargo (1997), as crianças que têm dificuldade em prestar atenção, controlar as emoções, dirigir a atividade psíquica e às vezes não pensa antes de agir, e que freqüentemente vem sendo aquelas que assumem riscos desnecessários, pois quando são bem sucedidas no lar, na escola e na comunidade, pode dar conta dessas dificuldades por ter aparato para lidar com esse tipo de situação.

A hiperatividade pode ser melhor descrita, como resultante da inconsistência do que, como um resultante do mau comportamento ou da desobediência .

Referência Bibliográfica

CAMARGO, Denise. As Emoções no Processo de Aprendizagem. São Paulo, 1997. Dissertação de doutorado / PUC, São Paulo, 1997.


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