HOME
PSICOTERAPIAS
PQ. FAZER?
QUEM SOMOS
CONTATO
O CONSULTÓRIO
SOBRE O SITE
VALORES
ARTIGOS
REFLEXÕES
Autora do Artigo: Dra. Tatiana de P. M. Gamella

Transtorno de Estresse Pós-Traumático


Os três principais fatores do estresse pós-traumático são: a reexperiência do trauma através de sonhos e pensamentos em vigília, torpor emocional para outras experiências e relacionamentos de vida e sintomas de instabilidade autonômica, depressão, e dificuldades cognitivas, conforme Kaplan & Sadock (1993).

O transtorno de estresse pós-traumático “…desenvolve-se em pessoas que experimentaram estresse físico ou emocional de uma magnitude tal que seria extremamente traumático para virtualmente qualquer pessoa” (Kaplan & Sadock, p.434, 1993).

Esse transtorno pode aparecer em qualquer idade, devido à natureza das situações desencadeantes, e tem maior prevalência entre adultos e jovens. A probabilidade de desenvolvimento do transtorno de desenvolvimento do estresse pós-traumático está relacionado à gravidade do estressor, quanto mais grave o estressor, cita Kaplan e Sadock (1993).

As pessoas muito jovens ou muito idosas têm mais dificuldades para lidarem com os eventos traumáticos do que aqueles na mais-idade. Por exemplo, cerca de 80% das crianças pequenas que sofrem queimaduras mostram sintomas de estresse pós-traumático um ou dois anos após a queimadura. Alternativamente, apenas 30% dos adultos que sofrerem este tipo de ferimento têm um transtorno de estresse pós-traumático após um ano. Acredita-se então, que as crianças pequenas ainda não têm mecanismos de enfrentamento adequados para lidar com os insultos físicos e emocionais do trauma. Porém, de outro lado às pessoas idosas quando comparadas aos adultos jovens, tendem a ter mecanismos de enfrentamento mais rígidos e a serem menos capazes de um enfoque flexível para os efeitos do trauma. Além disso, os efeitos do trauma  podem serem potencializados por incapacidades físicas características da velhice e por incapacidades psicológicas e psiquiátricas também, como transtorno de personalidade, conforme Kaplan & Sadock (1993).

Os mesmos autores comentam que os apoios sociais também influenciam positivamente ou negativamente o estresse pós-traumático, devido à gravidade e duração do transtorno de estresse pós-traumático. Vale ressaltar que os pacientes que possuem uma boa rede de apoios sociais estão menos propensos a ter o transtorno ou a experimentá-lo em formas mais graves. O estresse pós-traumático tende mais a ocorrer com pessoas solteiras, divorciadas, viúvas, economicamente carentes ou socialmente privadas.

 Os autores ainda pontuam que:

“A perspectiva psicodinâmica do transtorno de estresse pós-traumático é de que o trauma reativa conflitos não-resolvidos da primeira infância, incluindo traumas emocionais da infância que haviam permanecido inconscientes. A revivência do trauma infantil resulta em regressão e no uso dos mecanismos de defesa de repressão, negação e anulação. Existe uma propensão, pelo ego, para reviver e, assim, dominar e reduzir a ansiedade” (KAPLAN & SADOCK, p. 435, 1993).

 Os mesmo autores também pontuam que as vítimas que sofrem de estresse pós-traumático têm um ganho secundário do mundo externo, como compensação financeira, aumento da atenção ou simpatia e satisfação de necessidades de dependência. Observando pelo âmbito psicológico, também nota-se que esses ganhos servem para reforçar o transtorno e sua persistência. Vislumbrando as perspectivas cognitivas do transtorno de estresse pós-traumático, essas sugerem que “…o cérebro está tentando processar uma quantidade maciça de informações que o trauma provocou, alternando períodos de reconhecimento e bloqueio do evento” (KAPLAN & SADOCK, p.435, 1993).

Como características clínicas, apresentam-se na maior parte da população que têm esse transtorno: pesadelos, sentimentos de culpa, rejeição, humilhação, estados dissociativos, ataques de pânico, ilusões, alucinações, e também; sintomas associados à agressão como: violência, fraco controle de impulsos e uso de drogas (Kaplan & Sadock, 1993).

A síndrome de estresse pós-traumático geralmente desenvolve-se algum tempo após o trauma. A demora pode ser breve, como uma semana, ou longa, como por exemplo, 30 anos. Os sintomas podem flutuar ao longo do tempo e podem ser mais pontuados e intensos durante períodos de estresse. “Aproximadamente 30% dos pacientes recuperam-se, 40% têm sintomas leves, 20% têm sintomas moderados, e 10% permanecem inalterados ou pioram” (KAPLAN & SADOCK, p.436, 1993).

Segundo Kaplan & Sadock (1993) as intervenções que são mais comuns para o estresse pós-traumático são antidepressivos tricíclicos, como a imipramina (Tofranil), e também a Psicoterapia. É necessário pontuar que a Psicoterapia além de oferecer apoio, pode trazer para os pacientes conforto.
 

Referências Bibliográficas 

KAPLAN, Harold & SADOCK, Benjamin. Compêndio de Psiquiatria. Ciências Comportamentais. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.


ATENÇÃO! Todo o conteúdo desse site está registrado e protegido pela lei de direitos autorais. A cópia sem autorização é crime sujeito às penas da lei. Proibida a reprodução integral ou parcial, para uso comercial, editorial ou republicação na internet mesmo que citada a fonte (Inciso I Artigo 29 - Lei 9610/98). Quer publicar ou copiar os textos ou imagens do site? Fale conosco através do e-mail: contato@psicologasnoipiranga.com.br

Site Map