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Autora do Artigo: Dra. Tatiana de P. M. Gamella

O Desenvolvimento da criança após o término da primeira infância e a formação de sua personalidade


Segundo Lamare (1984), o término da primeira infância se dá a partir de 1 ano de idade. A partir daí criança aos 2 anos de idade percebe que é alguém, que tem o seu próprio nome e cria também uma certa noção de propriedade das coisas.

No mesmo sentido, Lamare (1984) afirma que, essa criança é um indivíduo socialmente complicado, pois ainda não sabe comunicar os seus desejos, sentimentos e interesses, tendo assim muitas dificuldades, inclusive falta de controle entre rir e chorar, e tem também frequentemente ataques de malcriações.

Geralmente as crianças após o término da primeira infância tem dificuldade em “repartir” as coisas que julga ser de sua propriedade, e isso irá depender muito do seu bom ou mal humor.

Lamare (1984) afirma que, as crianças dessa fase ainda tem como maior importância a sua mãe, e por isso sentem-se infelizes quando a mãe não está presente.

Ao longo do tempo, o comportamento das crianças nessa fase irá começar a mudar em vários aspectos:

Começa a aprender a esperar ¯ sabe o sentido da palavra “logo” e “já” ¯ começa a confiar nos adultos ¯ usa o seu próprio nome quando se refere a ele mesmo ¯ usa os pronomes “eu ¯ mim ¯ você” ¯ se acha importante ¯ toma conta dos outros dando ordens ¯ quer tudo a sua maneira ¯ às vezes, esconde o que é seu, não divide os seus brinquedos ¯ desafia os desejos dos pais ¯ pode contar um caso que aconteceu imediatamente ¯ pode comunicar ao pai ou outra pessoa através de gestos e palavras, sentimentos, desejos, interesses e decepções ¯ rabisca com um lápis cruzando a linha ¯ fica olhando as coisas por muito tempo ¯ percebe objetos familiares na TV ¯ sabe onde estão as coisas na casa ¯ sabe da utilidade dos objetos ( LAMARE, 1984, p.381).

O vocabulário dessas crianças, segundo Lamare (1984), seria de umas 50 palavras, sendo algumas inventadas por elas, as palavras nessa fase em que a criança está passando já saem mais claras. Essas crianças começam também a fazerem perguntas ao outro, já sabem o nome de tudo em sua casa e em seus passeios, e não pedem mais o que desejam com gestos, e sim com palavras.

A criança pode conhecer de 50 a 100 palavras até os 2 anos, de 100 a 200 palavras aos 3 anos; são crianças perfeitamente normais (LAMARE, 1984, p.382).

Aos 2 anos, pode reunir 3 palavras para fazer uma frase, começa a aparecer o plural, verbaliza experiências imediatas, pronuncia seu próprio nome inteiro, pergunta o nome das coisas, procura conversar com bonecos e animais. Já diz eu e você (LAMARE, 1984, p.382).

Vale ressaltar, Lamare (1984) afirma que o vocabulário de um adulto comum contém 1.500 palavras, no de um adulto culto 3.000 palavras e do sábio 5.000 palavras, porém ele afirma que um adulto que contêm em seu vocabulário 1.000 palavras consegue ser aprovado em um Bacharel.

Sobre o biliguismo, Lamare (1984) comenta que não são todas as crianças que  têm possibilidade de aprender duas línguas ao mesmo tempo, porém algumas podem aprender com facilidade as duas línguas faladas por seus pais, simultaneamente, mas não deixa de ressaltar que a maioria tenha dificuldades. Se por ventura seus pais desejarem ensinar dois indiomas ao mesmo tempo, o uso de livro com gravuras e histórias poderá ajudar.

A primeira medida educacional a ser tomada com as crianças, é esinar a escutar e prestar atenção. A capacidade de escutar e prestar a atenção especialmente com detalhes é essencial para aprender em todas as idades (LAMARE, 1984, p.382).

* Formação da Personalidade

A formação da personalidade da criança se dá a partir da Evolução Motora, Comportamento Emocional, Capacidade de Adaptação, Progresso da Linguagem, Comportamento Pessoal e Social, Brinquedos (interesse e preferência). Para isso Lamare (1984) propõe alguns exemplos:
  • Evolução Motora: Anda de velocípede, em círculos. Sobe e desce escada. Corre, sem cair. Chuta bola. Tira papel da balas. Usa a cadeira para espiar, etc…
  • Comportamento Emocional: O ciúme é o traço dominante. Tem a sensação do que é “meu” e do que é “teu”.
  • Capacidade de Adaptação: Arma sete cubos. Imita rabiscos redondos. Segura a maçaneta para abrir a porta, etc…
  • Progresso de Linguagem: Forma sentenças e frases. Usa verbos e pronomes. Nomeia objetos familiares. Dá nome de 3 a 5 figuras. Reconhece fotografia de pessoas da família.
  • Comportamento Pessoal e Social: Estabelece o controle da bexiga. Interessa-se por histórias. Sente-se vaidoso da sua roupa. Pede para pôr a comida na mesa. Guarda o que é seu com ciúmes, e não gosta de emprestar. Pede para ir ao banheiro. Nomeia os objetos de uso diário.
  • Brinquedos (interesse e preferência): Livros coloridos. Aparelhos de chá, de matéria plástica. Objetos de sons, sanfona, etc. Brinquedos de praia. Caixão de areia.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LAMARE, Rinaldo. A Vida do Bebê. 34ª edição. Rio de Janeiro: Edições Bloch, 1984.


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